Pequenos negócios dominam vendas na internet

Do total de empresas que vendem exclusivamente pela internet 90% são de pequeno porte, ou seja, faturam até R$ 3,6 milhões anuais. As informações constam em pesquisa elaborada pelo Sebrae em parceria com o E-commerce Brasil. De acordo com a 3ª Pesquisa Nacional do Varejo Online, quando analisadas as empresas que possuem lojas virtuais e físicas, esse número cai para 71%.
“Vender pela internet é uma tendência que não pode ser deixada de lado. O mundo virtual permite que os clientes conheçam e comprem os produtos de um pequeno negócio 24 horas por dia. Os donos de pequenos negócios já perceberam isso e têm marcado presença nas redes”, destaca o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos”.
A pesquisa feita pelo Sebrae também constatou que nos últimos três anos houve um aumento considerável no número de pessoas que resolveram vender produtos ou serviços pela internet. Do total de e-commerce no país, 58% deles começaram suas atividades na rede de 2013 para cá. O levantamento também detectou que 53% das empresas que vendem on line não possuem uma loja física e que uma em cada quatro empresas possui apenas um funcionário e 40%, entre dois e quatro funcionários.

A boa perspectiva de ampliar as vendas e reduzir custos também tem atraído empreendedores a atuarem nesse canal de vendas. Entre os donos de negócios que nunca tiveram e-commerce: 59% pretendem abrir um.  A pesquisa também revela que do total de empresas que vendem exclusivamente pela internet, 90% são de pequenos negócios, ou seja, faturam até R$ 3,6 milhões anuais. Quando analisadas as empresas que possuem lojas virtuais e físicas, esse número cai para 71%.

“Nessa terceira pesquisa nacional ficou claro, neste ano adverso, que os processos gerenciais das lojas, independente do porte, estão melhores. Isso reflete na manutenção da taxa de conversão, na utilização mais otimizada das mídias como redes sociais para gerar tráfego qualificado para o site e para fechar as vendas”, afirma a diretora-executiva do E-commerce Brasil, Viviane Vilela.

Os principais produtos vendidos estão relacionados à moda, casa e decoração, informática e beleza. A grande maioria das empresas que está no e-commerce atua no Comércio (73%), seguidas pelas de Serviços (18%) e Indústria (8%). Apenas 1% das empresas de e-commerce são do setor de Agronegócio.

Além disso, os estados que mais compram produtos pela internet são São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que juntos também são os que mais abrigam sedes do e-commerce 58% das empresas que atuam nas redes estão na região Sudeste.

Ter uma página na rede social tem sido uma ferramenta essencial para as vendas nas empresas de comércio eletrônico.  De acordo com a pesquisa, as páginas de relacionamento foram citadas por 72% dos entrevistados como um dos principais canais para a concretização de vendas online. Os sites de busca ficaram em segundo lugar, mencionados por 68%.

Até o ano passado, a busca orgânica era a principal porta de entrada para os clientes nos sites de e-commerce, e as redes sociais ocupavam o quarto lugar. “Este resultado mostra que os donos de micro e pequenas empresas devem acompanhar as evoluções tecnológicas e tendências dos consumidores. Saber explorar uma mídia social pode significar ganhos preciosos para os empreendedores”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Além das redes sociais e da busca orgânica, o uso de ferramentas como e-mail marketing, links patrocinados e Whatsapp também estão na lista de importantes canais para a efetivação de vendas.  Mais da metade dos donos de empresas que vendem seus produtos pela internet usam e-mail marketing; 44%, links patrocinados; e 35%, Whatsapp.

A pesquisa também detectou que, além de serem usadas para a concretização das vendas, as redes sociais são um importante canal de atendimento, tanto no pré, como no pós-venda. Considerando a possibilidade de múltipla escolha, a pesquisa constatou que oito em cada dez empresários do e-commerce usam o Facebook para se relacionar com clientes; 49% usam o Whatsapp; 40%, o Instagram; e 21%, o Twitter, uso que tem crescido a cada ano. Em 2015, no pós e no pré-venda as redes sociais já tinham destaque com 74% dos atendimentos e o Whatsapp com 34%.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias com informações da PEGN – Via O Negócio do Varejo

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