Dados apontam queda, mas há sinais positivos para segundo semestre

De acordo com o Banco de Dados ABAD/FIA, o faturamento do setor, em termos nominais, manteve tendência de queda em julho, porém a redução foi menos acentuada. Na comparação mensal, o percentual foi de -4,47% em junho para -2,29% em julho. A análise da FIA é de que o segundo semestre ainda está começando e há sinais positivos que podem indicar uma recuperação das perdas do ano.

INFLAÇÃO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial brasileira, desacelerou para 0,19% em agosto, de 0,24% em julho, segundo IBGE. No acumulado em 12 meses, o IPCA seguiu na trajetória de desinflação: 2,46% até agosto, abaixo dos 2,71% acumulados no mês anterior. É a taxa mais baixa de 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%). No ano, a inflação oficial acumula agora alta de 1,62%, bem abaixo dos 5,42% registrados em igual período do ano passado.

EMPREGO 1 – A taxa de desemprego no país ficou em 12,8% no trimestre encerrado em julho, segundo o IBGE. O resultado representa queda em relação ao verificado no trimestre encerrado em abril, quando a taxa esteve em 13,6%. Os dados são parte da Pnad Contínua, pesquisa oficial de emprego do IBGE, cuja abrangência é nacional e engloba postos de trabalho formais e informais.

EMPREGO 2 – O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), elaborado pela FGV, recuou 0,2 ponto em agosto, para 98,2 pontos. A pequena retração sucede a alta de 1,5 ponto em julho e, na avaliação da instituição, ainda sustenta a tendência de contratação nos próximos meses. Segundo o instituto, a pequena variação negativa de 0,4 ponto na média trimestral reflete uma acomodação do índice e não uma tendência de recuo do emprego.

SUPERMERCADOS – Os supermercados registraram queda real de 0,5% nas vendas de julho, na comparação com igual período do ano passado. No acumulado dos sete primeiros meses de 2017, houve alta real de 0,73%.  A perspectiva é que o crescimento a ser registrado no ano supere os apresentados entre janeiro e agosto. O percentual é inferior à elevação de 0,95% registrada em igual período de 2016. Em valores nominais, o setor registrou alta de vendas de 2,2% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e avanço de 4,8% no acumulado dos sete meses.

CONFIANÇA 1– A confiança dos consumidores voltou a crescer em agosto, puxada por uma melhor percepção na situação de endividamento das famílias e menor proporção daqueles que temem perder o emprego. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu 2,1% na comparação com julho. De acordo com a CNI, no entanto, o aumento do Inec é insuficiente para reverter o desempenho negativo em maio e julho – em junho, ficou estável. O índice é 0,4% inferior ao registrado em agosto de 2016 e está 6,2% abaixo da sua média histórica.

CONFIANÇA 2 – A confiança dos empresários recuperou este mês boa parte das perdas observadas em junho, após o choque negativo decorrente da crise deflagrada pelas delações da JBS. O indicador que consolida os quatro setores empresariais acompanhados pela FGV — Indústria, Serviços, Comércio e Construção – subiu 1 ponto em agosto para 85,8 pontos.

PIB – O PIB do segundo trimestre aumentou 0,2% no mês/mês e 0,3% no ano/ano, puxado por serviços, principalmente comércio e logística. A indústria extrativa mineral também apresentou leve alta. Já a indústria voltou a cair e a agropecuária ficou estagnada. Os dados antecedentes como tráfego de veículos leves e pesados, produção de veículos automotores e os efeitos do FGTS no comércio varejista já indicavam uma aceleração maior que a prevista no PIB.

INDÚSTRIA 1 – A produção da indústria subiu 0,8% em julho na comparação com o mês anterior, informou IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (5). Foi o quarto mês seguido no azul, algo que não ocorria desde 2012, e a melhor performance para junho desde 2014, quando o índice foi de alta de 1,3%. O avanço bem mais alto do que o esperado foi embalado, sobretudo, pelo bom desempenho dos bens de consumo.

INDÚSTRIA 2 – Os resultados da pesquisa Indicadores Industriais, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no setor, relativos a julho foram majoritariamente positivos, diz a entidade em relatório publicado no seu site. Cresceram, em comparação ao mês anterior: a quantidade de horas trabalhadas na produção (0,7%), faturamento real (1,7%), emprego (0,1%) e utilização da capacidade instalada (0,3 ponto percentual). Foi o terceiro mês consecutivo em que o emprego industrial não registrou, após as revisões dos resultados de maio e junho, diz a CNI.

ENDIVIDAMENTO 1 – Após registrar níveis alarmantes, o que levou a número recorde de pedidos de recuperação judicial, o nível de endividamento das empresas brasileiras, especialmente as de grande porte, começa a cair. Diferentes indicadores apontam para essa melhora. Dados da Economática mostram que as empresas de capital aberto (com ações na Bolsa) encerraram o segundo trimestre com dívidas líquidas de R$ 533,5 bilhões, montante 1,4% inferior ao de igual período de 2016. Foi a primeira queda após seis anos de crescimento. O valor exclui a Petrobrás que, sozinha, reduziu seu endividamento em 11% no período.

ENDIVIDAMENTO 2 – De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (Peic) de agosto, apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),  a parcela de famílias endividadas ficou em 58% de agosto, fatia igual a de agosto do ano passado, e levemente acima de julho deste ano (57,1%). Entretanto, a fatia de endividados que declararam estar com débitos em atraso foi de 24,6% em agosto, acima de julho (24,2%) e de agosto do ano passado (24,4%), sendo a maior desde novembro de 2010 (24,8%). Além disso, o percentual de famílias que informaram não ter condição de quitar suas dívidas foi de 10,1% em agosto, acima de julho (9,4%) e de agosto do ano passado (9,4%), sendo a maior desde janeiro de 2010 (10,2%).

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