Consumo nos Lares Brasileiros cresce 4,33%

O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 4,33% na comparação entre outubro de 2025 x outubro de 2024, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em relação a setembro, o indicador avançou 3,52%. Com esses resultados, o consumo acumula alta de 2,73% de janeiro a outubro.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.

Para o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o resultado mais robusto de outubro indica uma tendência de aceleração do consumo na reta final do ano. “O mercado de trabalho segue favorável com um milhão a mais de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado na comparação anual. Esse reforço na ocupação, combinado ao pagamento de benefícios e ao abono natalino — que neste ano injetará cerca de R$ 48 bilhões a mais do que em 2024 — amplia a capacidade de consumo das famílias”, destaca.

Período de festas

O consumo das famílias no período de festas deve crescer, em média, 15%, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS. A combinação de renda reforçada no fim do ano e ampliação das encomendas pelos supermercados sustenta a expectativa de um Natal mais aquecido em 2025.

Neste ano, os preços da cesta de produtos natalinos estão 3,5% mais altos que em 2024. Apesar das sucessivas quedas observadas ao longo do ano em itens básicos — como arroz, feijão, leite longa vida e cortes bovinos —, as proteínas típicas das festividades apresentam comportamento distinto.

Segundo o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, esse movimento é esperado: “São produtos altamente sazonais, com demanda mais pressionada, custos logísticos maiores e, em alguns casos, dependência do câmbio, como o bacalhau. Por isso, mesmo em um ambiente de alívio nos preços da alimentação, é comum que chester, peru, tender e cortes especiais registrem aumentos acima da média. A projeção de alta de 5,8% para essas proteínas, informada pelo setor, está alinhada ao padrão histórico do fim de ano.”

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