Luiz Antônio Tonin avalia o formato de superatacado

Que crise, que nada. Em meio a uma economia instável, a família Tonin, que está em sua segunda geração nos negócios, comandados por Luiz Antônio Tonin, 59 anos, acaba de inaugurar a terceira unidade superatacadista em Ribeirão Preto. O empresário adianta que em 2017 mais quatro unidades irão compor a rede, de 14 neste modelo, e outros quatro supermercados. Na entrevista a seguir, ele fala do mercado e faz um balanço da rede que tem 54 anos e nasceu em São Sebastião do Paraíso/MG.

Mesmo em um período de economia instável, o senhor abriu duas unidades do Tonin Superatacado este ano, sendo uma em Ribeirão Preto…
Luiz Antônio Tonin: A crise existe em todo lugar e momento. Decidimos não participar da crise. Trabalhamos, pesquisamos e conhecemos o mercado. O nosso ramo é o último a sentir a crise e sofrer queda. E o formato de superatacado, que atende o varejo e o atacado, que estamos focando nos últimos anos, é o que mais cresce no Brasil.

E como começou a história da rede Tonin?
Com uma padaria em São Sebastião do Paraíso, depois o atacado de distribuição e o supermercado. Em 2000 enxergamos o modelo de superatacado e abrimos a primeira unidade em Ribeirão Preto. A partir daí demoramos 8 anos para a próxima unidade desse modelo, pois fomos maturando. Em 2011 foi o grande boom, hoje temos 14 superatacado e 4 supermercados.

Ribeirão Preto tem três unidade do Tonin. Comporta mais?
Não só mais uma como duas unidades. Temos um modelo de trabalho diferenciado e que os clientes gostam. Empregamos 516 pessoas nas três unidades.

Qual a previsão de faturamento este ano?
Vamos fechar 2016 com R$ 1 bilhão em faturamento, quase dobramos. No ano passado fechamos em R$ 670 milhões. Este ano abrimos duas unidades, uma é a do bairro Simioni, na semana passada, e outra em Birigui. Também ampliamos o nosso Centro de Distribuição.

E a expansão para 2017?
Vamos abrir quatro novas lojas, duas em cada semestre, mas ainda não posso falar os locais, mas todas serão no interior de São Paulo. A nossa previsão é aumentar em 30% o faturamento em 2017.

O que Ribeirão Preto representa para a rede?
É a de maior faturamento e também é a cidade que guia a abertura de lojas e mudanças na rede. O primeiro modelo superatacado da rede foi aberto em Ribeirão Preto, onde estudamos nossas estratégicas de mercado e aplicamos nas outras unidades e localidades.

O senhor sentiu a crise?
O setor supermercadista sentiu a crise, porque as pessoas migraram para o superatacadista. Esse ano o setor cresceu 20%, porque trabalhamos só com alimentação e limpeza. Supermercados tiveram queda porque também trabalham com produtos de linha branca, ou não necessários, que foram cortados do orçamento familiar e por isso tiveram queda. A alimentação não teve queda, teve substituição, trocaram o mais caro pelo mais em conta. Dados da Nielsen, empresa oficial de pesquisa de mercado, apontam que esse ano 35% a mais de pessoas foram a um superatacado, enquanto no ano passado esse crescimento foi de 25%.

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