Sebrae quer aproximar pequenos negócios do BNDES
Direcionar os recursos financeiros do BNDES para atender a necessidade de crédito dos pequenos negócios. Este é o principal ponto da reunião entre os presidentes do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e do banco, Paulo Rabello de Castro, na segunda-feira (26), às 10h, em São Paulo. Afif vai apresentar um plano de trabalho com 11 propostas, que visam facilitar o acesso a linhas de crédito da instituição bancária usando a capilaridade do Sebrae, presente em todo o país.
O encontro ocorrerá horas antes do lançamento do Canal MPE, ferramenta on-line do banco de desenvolvimento. Segundo pesquisa realizada em maio pelo Sebrae, apenas 21% das micro e pequenas empresas acessaram crédito do BNDES. “Os bancos associados possuem normas muito rígidas para emprestar aos pequenos. O BNDES tem o dinheiro, nós temos uma rede que qualifica a pequena empresa e um fundo de aval, o Fampe, que pode ser usado como garantia por essa empresa qualificada por nós. Por que não juntá-los?”, ressalta Afif.
Entre as 11 propostas, constam orientação para acesso ao crédito, melhoria das condições de financiamento às empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões, aumento do incentivo ao uso do cartão BNDES e menor intermediação financeira entre o banco e os pequenos negócios, por meio de uma fintech (as chamadas startups financeiras) específica para esse fim. Esses serviços financeiros – que oferecem facilidades proporcionadas pela tecnologia – ganham espaço no mercado.
Postas em prática, as sugestões ajudarão a destravar o 'Empreender Mais Simples', programa lançado em janeiro que disponibilizou R$ 8,2 bilhões do FAT e de outras fontes, mas cujo principal operador, o Banco do Brasil, ainda não deslanchou o programa devido a certa resistência dos pequenos empresários ao credito bancário, por todas as dificuldades que sofreram até agora. “Através do programa Senhor Orientador, do Sebrae, vamos ajudar a quebrar a resistência e fazer com que o crédito chegue na mão do empresário por meio de consultores que já foram ex-gerentes do banco”, explica Afif.