Ranking ABAD/Nielsen 2021 - Expectativas e Desafios

Rumos definidos

Empresas acreditam que ocorrerá crescimento na base de clientes, na rentabilidade e priorizam investimentos no e-commerce

por Rúbia Evangelinellis

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A partir da experiência obtida com os negócios no primeiro ano da pandemia, a maioria das empresas que participaram do Ranking aposta, apesar das incertezas econômicas, que ocorrerá crescimento e, por isso, se empenhará em investir no e-commerce.

A pesquisa revela que 80,3% das empresas respondentes esperam obter um aumento do faturamento, 72,4% delas acreditam que haverá expansão da base de clientes, 73,2% preveem que o volume de unidades vendidas será maior, 59,7% que a rentabilidade terá alta e 52,9% que o número de fornecedores também aumentará.

As mais otimistas são 25 empresas para as quais metade do faturamento, no mínimo, terá origem no atacado de autosserviço. A sinalização positiva provém especialmente do faturamento (84,6% esperam um aumento) do volume de vendas (aguardado por 80,8% das empresas) e da ampliação da base de clientes (73,1% acreditam em crescimento).

Voltando ao quadro geral de respondentes, no quesito expectativas de investimento predomina a cautela, com as empresas preferindo manter a estabilidade das operações. A exceção ocorre quando se destina recursos para o e-commerce, com 54,2% de afirmativas de crescimento.

O grupo Unidasul, que atua no varejo (34 lojas Supper Rissul), no autosserviço de atacado (oito lojas Macromix) e na distribuição no território do Rio Grande do Sul, injetou recursos no e- commerce Mr. Estoque (restrito às compras por  atacado), que completou um ano em março, depois de seis meses de testes.A empresa comemora o resultado obtido em 12 meses, referindo-se a quatro milhões de visualizações, 450 mil acessos ao site e uma taxa de conversão de 18%.

A vitrine virtual tem 6.500 itens, com um compromisso de entrega que vai de um a dois dias. Eduardo Bento, gerente de E-commerce da UnidaSul, explica que a meta da empresa é ampliar o portfólio para 10 mil itens até dezembro. “A compra virtual, por meio dessa plataforma, foi desenvolvida principalmente para atender de imediato os clientes (de pequeno e médio negócio) do atacado, muitos dos quais não têm espaço para estoque. A nossa intenção é melhorar as ferramentas, investir em tecnologia. E queremos, até o fim do ano, ter o nosso aplicativo e ainda outro e-commerce no varejo.”

Apesar de manter o foco na negociação B2B, o sistema também atende pessoas físicas (que representam apenas 4% das vendas),mas exclusivamente para as embalagens e as formas equivalentes a qualquer um dos tipos de acondicionamento que se apresentam no  atacado. “O pequeno e médio varejista representa o maior volume de negócios do Mr. Estoque, sendo que os mercados de um a quatro checkouts correspondem a 80%. Apesar de ser novo, já tem atualmente uma base de mais de 65 mil clientes que compram de maneira regular”, observa.

Com atuação no varejo e no atacado, o Grupo Super Nosso expande seus negócios visando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de um ecossistema de atendimento e o impulso do e-commerce. No varejo, introduziu pontos de venda de vários tamanhos e apresentou como novidade 130 lojas Be Honest recém-inauguradas, que são pequenas unidades (sem funcionários) instaladas em condomínios e que funcionam por meio do sistema pleno de autoatendimento em Belo Horizonte e Brasília.

O projeto foi desenvolvido a partir de uma parceria com uma startup, da qual o Grupo é o maior acionista. Hoje, ele tem 21 lojas maiores, 12 de conveniência e quatro com o Carrefour. Com as inaugurações previstas, ele pretende encerrar 2021 com 54 lojas Super Nosso.

No atendimento realizado pelo canal indireto, a empresa tem o e-commerce Apoio Entrega, que contabiliza mais de 82 mil pedidos atendidos, acima de 24 mil clientes atendidos e mais de 3.000 empresas que já realizaram pedido pelo site. Tem 19 lojas Apoio Mineiro (atacado de autosserviço) e prevê mais cinco inaugurações em 2021. Nesses PDVs, recebe cerca de um milhão de clientes por mês, a maioria deles pessoas físicas. Em relação ao DecMinas e ao DecBahia, superam 30 mil clientes ativos.

“Em 2019, fizemos investimentos estruturais para suportar o atual crescimento. Estamos falando do novo centro de distribuição de perecíveis, e expandimos a indústria, que atende o autosserviço no açougue e na padaria. Temos uma plataforma de lojas de cash & carry, televendas, balcão de atacado, e o site ”, explica Vinícius Aroeira de Pinho Tavares,diretor de Finanças, Processos e Tecnologia do Grupo.

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