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ABAD 2025 ATIBAIA - PALESTRA

O papel da IA e a China

O consultor Eduardo Terra enfatizou na palestra inaugural do evento que a transformação digital tem de ser uma agenda do dono da empresa e não deve ser delegada

Por Redação

A 66 transformação digital tem de ser uma agenda do dono da empresa, do acionista. Não delegue isso porque não funciona”, foi uma das lições ensinadas pelo consultor Eduardo Terra durante a palestra inaugural da 44ª Convenção Nacional e Anual do Canal Indireto, que reuniu cerca de 850 participantes em Atibaia (SP).

O ex-presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), Eduardo Terra, explanou sobre a jornada de compra, as alavancas de competitividade na distribuição, as diferentes tecnologias em uso e seus últimos aprendizados obtidos em recente viagem à Ásia, especialmente sobre os avanços da China, durante a palestra “Nos bastidores da mudança: lições globais e o papel da inteligência artificial no futuro da Distribuição”.

“A China quer ser a maior potência em IA do mundo em 2030”, disse ele, que apresentou uma série de novidades des- se universo, indicando, por exemplo, que o público teste o Manus, plataforma de inteligência artificial lançada em março pela empresa chinesa Butterfly Effect.

Mostrando-se um entusiasta da vanguarda chinesa, Terra traçou um paralelo entre a aspiração chinesa e a sua atual relevância quando o tema é justamente o negócio do público presente: distribuição. “No Top 10 de marketplaces mundiais, sete são chineses”, disse, apresentando uma lista com essas empresas, entre elas o TikTok Shop, plataforma de compras da famosa rede social que começou a operar no Brasil no mês passado.

Sugerindo que os empresários se apaixonem pela IA mesmo que isso signifique que se tornem “imigrantes digitais”, o palestrante destacou a importância de o tema ser acompanhado de perto pela alta gestão, que precisa estar atenta a ameaças como os desafios logísticos e a diminuição de margens.

“A IA nas empresas brasileiras é prioridade, mas ainda não se tornou uma realidade”, afirmou, lembrando que, embora o conceito tenha nascido na década de 1950, a força da inteligência artificial e da digitalização é mais recente porque para rodar ela precisou de quatro pilares que o mundo só conseguiu agora: dados, nuvem, conectividade e capacidade computacional.