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Sazonal

Momento de retomada

Se a Páscoa 2020 não foi exatamente o que setor esperava, 2021 chega com ares de otimismo e a expectativa de melhores resultados para a cadeia de abastecimento no país.

Por Adriana Bruno

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A Páscoa é uma das datas mais importantes para quem trabalha ou abastece o comércio varejista. As reuniões familiares movimentam o mercado alimentar e categorias como vinhos, chocolates, azeites, pescados entre tantas outras ganham destaque no mix no ponto de venda e também no carrinho do shopper e cabe ao atacado distribuidor fazer com que os produtos cheguem especialmente aos pequenos e médios varejistas. Mas o que esperar de 2021?

Em relação ao setor de chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), destaca que no terceiro trimestre de 2020, houve um aumento de 1,97% na produção nacional de chocolates em relação ao mesmo período de 2019, os dados são de um levantamento da KPMG coordenado pela ABICAB. “Esse resultado positivo se deu principalmente pela necessidade de reposição dos estoques, já que o nível de consumo dos produtos se manteve estável durante a pandemia”, comenta Ubiracy Fonsêca, presidente da Abicab.

Fonseca, da Abicab: o produto teve um crescimento
de 3,1% e chegou a 65,9%

Segundo ele, para 2021 o setor está otimista, pois de acordo com uma pesquisa que a entidade realizou junto à Kantar, a taxa de penetração da categoria de chocolates nos lares brasileiros foi de 90,1%, entre janeiro e setembro de 2020.

“Quando se trata do consumo fora de casa, o produto teve um crescimento de 3,1% e chegou a 65,9% de penetração. Os dados também mostraram que a média mensal de brasileiros que compram chocolate é de 55,4%. Um dos motivos para esses resultados é que o consumo de chocolate fora de casa retomou um crescimento por conta da flexibilização das medidas de restrição adotadas”, comenta Fonsêca.

Do chocolate para o vinho 

O vinho vem caindo cada vez mais no gosto do brasileiro o que abre um leque de oportunidades para o setor atacadista distribuidor. Além disso, a Páscoa é um período importante para a categoria. De acordo com Maiquel Vignatti, gerente de Marketing da Cooperativa Vinícola Garibaldi, a Páscoa é o primeiro grande evento do ano depois do verão. “Em termos de venda, a Páscoa aparece depois do período de fim de ano, do Natal e do inverno – sendo responsável por um incremento na comercialização de produtos em relação a fevereiro e março. Esse crescimento, dependendo do ano, pode chegar até a 20%”, conta.

Segundo ele, para 2021 as expectativas são boas. “Mesmo que ainda estejamos enfrentando a pandemia, estamos num momento de maior confiança, com um ambiente externo favorável e economia se restabelecendo. Acredito que podemos crescer entre 10% e 20%, mas de qualquer maneira vamos ter uma Páscoa muito melhor do que a de 2020”,reforça.

E para não errar na oferta do mix, Caroline Intini, gerente nacional de trade marketing da Zanlorenzi e Campo Largo ressalta que o consumidor está sempre em busca de novas experiências de consumo. “Para o atacado, é importante, além da diversidade de sabores, oferecer embalagens em maiores quantidades volumetrias e também para consumo imediato, que são os mais procurados pelos varejistas”, recomenda.

Ele ainda reforça que o brasileiro nunca tomou tanto vinho como em 2020. “Entre janeiro e setembro deste ano, o consumo per capita teve um aumento histórico de quase uma garrafa: foram em média 2,68 litros consumidos por pessoa maior de 18 anos – crescimento de 26% ante igual período de 2019, que teve a marca de 2,13 litros. Os dados constam em um estudo desenvolvido pela Ideal Consulting e revelam o bom momento do setor, que teve neste ano uma das melhores safras da história”, diz Luciano Lopreto, diretor da Vinícola Góes diz que os espumantes não podem ser esquecidos na data. “Temos uma maior procura por espumantes por se tratar de uma celebração, feriado e uma data em que se reúne a família”,comenta.

Pescados & Cia

Impossível falar de Páscoa e não ressaltar a categoria de pescados que tem destaque também na quaresma. Marli Neves Pereira, diretora comercial da Gomes da Costa, comenta que para o setor, esse é o principal período de vendas porque é o de maior consumo de pescados.

“No período, as vendas normalmente crescem e representam de 30% a 40% da venda anual. Porém, percebemos que, no ano anterior, com as pessoas mais em casa, as indústrias de alimentos apontaram um aumento de vendas. Somado a isso, houve um aumento na preocupação com a saúde e uma maior necessidade de praticidade no preparo das refeições, o que beneficiou bastante as nossas categorias, que são essencialmente práticas e saudáveis”, fala.

Os azeites são outra categoria que tem tudo a ver com Páscoa e por isso o estoque e a oferta de novidades devem fazer parte do planejamento do setor atacadista distribuidor.

“Em face às tendências de cozinhar em casa e do fenômeno da gourmetização, percebemos cada vez mais o consumidor busca experimentar novos produtos, novas origens e ter novas experiências gastronômicas o que demanda um mix mais amplo ao varejo, a fim de atender este consumidor ávido por novidades, e simultaneamente ajudá-lo na escolha através de um bom planograma e degustações. Também vale apostar no cross merchandising entre as categorias. Pensar na conjunção de azeite e vinho, enriquecendo a experiência do consumidor”, comenta Valéria Ranocchia, gerente da categoria de Alimentos da Casa Flora Importadora.

Valéria Ranocchia, da Casa Flora Importadora: também vale apostar no cross merchandising

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