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MODELO DE OPERAÇÃO

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A distribuição, como modelo de negócio, reúne o maior número de empresas respondentes e lidera o faturamento

Rúbia Evangelinellis

A distribuição com entrega mantém papel de destaque no faturamento do canal indireto e repete o feito das edições anteriores. Com 44,5% do faturamento declarado pelo grupo de empresas respondentes ao Ranking ABAD/NielsenIQ 2026 (ano base 2025), sem considerar o Atacadão, esse modelo de operação lidera e evidencia o fortalecimento das empresas junto aos fornecedores. É de longe também o segmento que abriga o maior número de respondentes. Mantém posição de destaque mesmo quando considerado o resultado do peso-pesado do atacado de autosserviço, ao ocupar a segunda posição, com 31,3%.

Para a melhor percepção de como o setor se divide por modalidade, é importante considerar dois cenários. Um deles é traçado sem o Atacadão, no qual o atacado generalista é o segundo mais citado, com 35% de contribuição, enquanto as lojas de autosserviço aparecem com 15,4% e atacado de balcão com 3,9%.

No segundo cenário, com a operação do Atacadão, grupo com faturamento de R$ 89,945 bilhões, o atacado generalista de autosserviço sobe para a primeira posição, com participação de 36,7% no total de vendas. Em seguida, vêm distribuição (31,3%), atacado generalista com entrega (28,5%) e de balcão (2,7%). A exemplo de outras edições, percebe-se que diversas empresas adotam simultaneamente dois ou mais modelos de negócio, sendo que 538 respondentes afirmaram que atuam com distribuição, 432 como generalista com entrega, 242 com atendimento em balcão, 95 como atacado de autosserviço e 69 como agentes de serviço.

Maior fatia

O Ranking aponta ainda que a Região Nordeste concentra a maior fatia de faturamento em três dos cinco modelos de operação, excluindo o Atacadão: 30% na distribuição com entrega, 26,2% no atacado generalista de autosserviço e 41,2% no atacado de balcão. Já o Sul do país tem forte representatividade no segmento de agente de serviço, com 45,6% do faturamento, e o Sudeste se destaca como o mais forte em faturamento em generalista com entrega, com uma fatia de 35,5%. Mas quando contabilizado o conjunto do faturamento, o Sudeste desponta com participação de 49,5%, seguido por Nordeste (19,6%), Sul (13,7%), Centro-Oeste (8,8%) e Norte (8,3%).

100% Distribuidor

A empresária Luciana Dal Berto (na foto), presidente da Disdal, classifica a operação da empresa como de distribuição “raiz”. A companhia mantém uma aliança vigorosa com 20 fornecedores para atender cerca de 20 mil clientes instalados no Distrito Federal e em Goiás, Rondônia e Acre. A Região Centro-Oeste concentra 85% do negócio.

“Sem o apoio da indústria, com campanhas, análise de portfólio ideal a ser trabalhado em cada ponto de venda, investimentos, apoio ao merchandising e análise conjunta de gargalos e outras ações, seria muito difícil crescer como atacado isolado, em carreira solo”, confessa. A empresa trabalha com um portfólio de 3 mil itens. Adepta ao modelo de distribuição pura, Luciana define sua empresa como extensão da indústria no ponto de venda, enquanto o atacado generalista opera por oportunidade de preço.

Entre a missão da Disdal está assumir a responsabilidade pelo giro dos produtos na prateleira, fazer merchandising e oferecer o mix ideal, considerando o patamar de cada loja de varejo – pequeno, médio e grande. Cada contrato de distribuição é exclusivo por região.

Um aspecto interessante da operação está no fato de a Disdal compor um time misto de profissionais de campo composto por 150 vendedores e 300 representantes comerciais autônomos. “Estamos fazendo uma experiência e até agora está indo bem”, diz. Apesar de considerar 2026 um ano de economia desafiadora, a empresária espera alcançar a meta de crescer 8%. No primeiro trimestre, as vendas aumentaram em 5%.