Os animais de estimação ganham espaço no ambiente doméstico e no olhar dos varejistas, que buscam agradar e atrair os tutores ao oferecer alimentos, especialmente para cães e gatos. Existe um sortimento diversificado, para filhotes e adultos, que prova a movimentação da indústria na pesquisa de sabores e insumos que enriquecem suas respectivas linhas e ampliam as vendas.
José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e membro do Conselho Consultivo do Instituto Pet Brasil, afirma que o setor está pronto para um possível incremento de vendas, apesar dos desafios. “O mercado pet brasileiro tem oportunidades de crescimento em 2025. Com um faturamento de R$ 75,4 bilhões em 2024 e a presença de 1,8 pet por residência brasileira, tem um potencial imenso para expansão. Um dos pontos é que o parque industrial está preparado para mais do que dobrar a atual produção de 4 milhões de toneladas de pet food, podendo alcançar 9 milhões anuais.”
E para acelerar o passo, França destaca o valor do abastecimento viabilizado por meio do canal indireto. “É estratégica a parceria do setor com os atacadistas e distribuidores da ABAD. De fato, enfrentamos desafios como o cenário tributário e cambial, mas estamos confiantes que a sofisticada malha logística do setor atacadista distribuidor será determinante para ampliar o alcance dos produtos pet, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros.”
Para ele, o caminho de negócios evolutivos deve ser trilhado pela indústria juntamente com a distribuição. “Temos a capacidade de transformar dificuldades em oportunidades e garantir um crescimento sustentável que beneficiará toda a cadeia produtiva.”