O ambiente econômico segue desafiador para o setor produtivo. O país enfrenta os efeitos combinados do tarifaço, dos juros elevados e do endividamento excessivo das famílias e das empresas.
Esse quadro limita o consumo, restringe investimentos e impõe às empresas maior prudência e eficiência na gestão.
Apesar das incertezas, há sinais de avanço no campo institucional. Para além das interferências políticas e da antecipação do processo eleitoral, observa-se no Legislativo uma disposição favorável à aprovação de pautas que fortalecem a liberdade econômica, a segurança jurídica e a competitividade do setor produtivo.
Entre as conquistas recentes, destaca-se a manutenção da isenção das entidades sem fins lucrativos na regulamentação da Reforma Tributária, aprovada pelo Senado Federal em setembro.
O resultado foi fruto da atuação conjunta das entidades que compõem a UNECS – União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, que, em diálogo com parlamentares, asseguraram a preservação de um direito essencial à defesa do associativismo e da livre iniciativa.
Também avança o projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado que autoriza a venda de medicamentos e a instalação de farmácias dentro da área de vendas do varejo alimentar — medida que amplia o acesso da população e estimula a concorrência.
Paralelamente, a ABAD segue investindo no desenvolvimento do pequeno e médio varejo e na qualificação da força de trabalho. O UniABAD, primeiro curso superior de Tecnologia em Gestão de Vendas, Logística e Distribuição voltado ao setor, registra crescente adesão e reforça a vocação empreendedora do brasileiro.
Às vésperas do Encontro de Valor ABAD 2025, em novembro, que terá como tema Inteligência, Conexão e Resultado – Tripé Estratégico para Prosperar em um Cenário Competitivo – a entidade reafirma seu compromisso com o fortalecimento do setor, o diálogo institucional e a construção de um ambiente de negócios mais moderno, competitivo e sustentável.
Leonardo Miguel Severini
Presidente da ABAD
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