Assaí anuncia reestruturação no comando operacional e mudanças na diretoria

O Assaí Atacadista comunicou ao mercado e aos seus acionistas uma importante reorganização em sua estrutura diretiva. A mudança central é a saída de Wlamir dos Anjos, atual Vice-Presidente Comercial e de Logística, que deixará suas funções executivas para se dedicar a projetos pessoais.

Wlamir, que integra o time do Assaí desde 2011, foi peça-chave na expansão que consolidou a rede como uma das maiores do atacarejo brasileiro. Para garantir uma transição fluida, o executivo permanecerá na companhia até o dia 30 de abril de 2026, apoiando a transferência de conhecimento e o alinhamento das áreas sob sua gestão.

O novo desenho do comando

Com a saída, o Conselho de Administração aprovou um novo desenho para as lideranças operacionais, apostando em nomes com longa trajetória dentro da casa:

  • Anderson Barres Castilho (à direita na foto): Atualmente à frente da Vice-Presidência de Operações, Castilho assumirá, a partir de 1º de maio de 2026, a Vice-Presidência Comercial e de Logística. Com mais de 30 anos de experiência no varejo alimentar e no Assaí desde 2012, ele retorna a uma área na qual já possui histórico de atuação.
  • Sergio Ferraz Leite (à esquerda na foto): O atual Diretor de Novos Negócios passará a responder pela Diretoria Executiva de Operações e Novos Negócios (não estatutário). No Assaí desde 2014, Leite acumula 27 anos de experiência no setor e terá o desafio de integrar a expansão de novas frentes de receita com a eficiência operacional das lojas.

Estratégia de Continuidade

Em fato relevante assinado pelo Diretor Presidente e de RI, Belmiro de Figueiredo Gomes, a companhia reforçou que as mudanças ocorrem de forma planejada e dentro de um contexto de continuidade. O objetivo é fortalecer a operação comercial e logística sem alterar as diretrizes estratégicas que vêm norteando o crescimento do Assaí nos últimos anos.

Para o mercado, o movimento é lido como uma sucessão natural, utilizando “prata da casa” para manter a cultura operacional da empresa em um momento de consolidação após as grandes conversões de pontos de venda realizadas recentemente.

Fonte: SA+Varejo

Grupo Dia solicita encerramento antecipado de recuperação judicial

O Grupo Dia, controlado pelo empresário Nelson Tanure, protocolou junto à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo um pedido para o encerramento antecipado de sua recuperação judicial. A empresa sustenta que já cumpriu todas as obrigações do plano com vencimento até outubro de 2026, atingindo o escopo de renegociação previsto para o período de fiscalização judicial de dois anos.

De acordo com o relatório da administradora judicial Expertisemais, a rede afirma que todos os credores elegíveis com dados bancários informados foram pagos. O passivo total do processo supera a marca de R$ 1 bilhão.

O argumento para a saída

A estratégia do Dia foca no fato de que os débitos remanescentes possuem vencimentos distantes — entre outubro de 2026 e novembro de 2027. Para a varejista, a continuidade do processo de recuperação judicial gera um estigma que dificulta negociações comerciais e financeiras, limitando a capacidade de expansão e a eficiência operacional junto a fornecedores.

Desafios operacionais e financeiros

Apesar do otimismo jurídico, o dia a dia das lojas ainda apresenta gargalos. O relatório de janeiro detalha as seguintes informações:

  • Faturamento: R$ 139,6 milhões (alta de 7% ante jan/2025, mas queda de 10% contra dez/2024).
  • Logística e PDV: Visitas técnicas em 13 unidades identificaram rupturas em hortifrúti, desorganização de gôndolas e falta de reposição.
  • RH: A rede justifica as falhas operacionais pela alta rotatividade de funcionários, mantendo quadros incompletos nas lojas.

Baixa contábil e Governança

O grupo também oficializou uma baixa contábil de R$ 166,6 milhões referente a um CDB no LetsBank (conglomerado Banco Master), que entrou em liquidação. Segundo o Dia, o prejuízo já foi absorvido e não compromete o fluxo de caixa, que seria “suficiente para o adimplemento das obrigações”.

No front da gestão, a varejista trabalha na criação de um comitê de governança corporativa para otimizar a sustentabilidade financeira, o controle de alavancagem e a adequação do mix de produtos conforme o perfil regional de cada loja.

O que acontece agora?

O juiz responsável solicitou a manifestação dos credores e do Ministério Público antes de decidir se a empresa pode, de fato, seguir sua trajetória fora da proteção judicial.

Fonte: Folha de São Paulo

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