Palestra destaca importância de digitalização ser agenda da alta gestão

“A transformação digital tem que ser uma agenda do dono da empresa, do acionista. Não delegue isso porque não funciona”, foi uma das lições ensinadas pelo consultor Eduardo Terra durante a palestra inaugural da 44ª Convenção Nacional e Anual do Canal Indireto, que reuniu cerca de 850 participantes em Atibaia (SP).

Prestes a lançar o seu terceiro livro sobre a temática, o ex-presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), Eduardo Terra, explanou sobre a jornada de compra, as alavancas de competitividade na distribuição, as diferentes tecnologias em uso e seus últimos aprendizados obtidos em recente viagem à Ásia, especialmente sobre os avanços da China, durante a palestra “Nos bastidores da mudança: lições globais e o papel da Inteligência Artificial no futuro da Distribuição”.

“A China quer ser a maior potência em IA do mundo em 2030”, disse ele, que apresentou uma série de novidades desse universo, indicando, por exemplo, que o público testasse o Manus, plataforma de inteligência artificial lançada em março pela empresa chinesa Butterfly Effect. 

Mostrando-se um entusiasta da vanguarda chinesa, Terra traçou um paralelo entre a aspiração chinesa e a sua atual relevância quando o tema é justamente o negócio do público presente: distribuição. “No Top 10 de marketplaces mundiais, sete são chineses”, apresentando uma lista com essas empresas, entre elas o TikTok Shop, plataforma de compras da famosa rede social que começou a operar no Brasil no mês passado.

Sugerindo que os empresários se apaixonem pela IA mesmo que isso signifique que se tornem “imigrantes digitais”, o palestrante destacou a importância de o tema ser acompanhado de perto pela alta gestão, que precisa estar atenta a ameaças como os desafios logísticos e a diminuição de margens.

“A IA nas empresas brasileiras é prioridade, mas ainda não se tornou uma realidade”, lembrando que embora o conceito tenha nascido na década de 1950, a força da inteligência artificial e da digitalização é mais recente porque para rodar ela precisou de quatro pilares que o mundo só conseguiu agora: dados, nuvem, conectividade e capacidade computacional.

ABADConvenção ABADEduardo Terra
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